Bú! :-P

Categoria: Diário de Bordo

Aponta-Aponta e o Poder da Colaboração
Aponta-Aponta e o Poder da Colaboração

CIRURGIÕES DA ALEGRIA - Cristiane Abreu (150)

Algumas ações que fazemos, são totalmente despretensiosas. Ou melhor, saem de algum lugar, para alguém e no momento certo. Estranho isso, mas as coisas acontecem em alguns momentos, sem nenhuma programação, apenas por estarmos ali no ambiente, algo começa, e no final, você percebe que era exatamente aquilo que era para acontecer.

Estávamos no PSI do Hospital Mário Gatti, eu Cirurgião Acerola e o Cirurgião Gaguelho, aparecemos no corredor e nos deparamos com o ambiente bem movimentado, muitos conversando, criança chorando, outros brincando, algumas mães com semblantes de preocupação… acho que dá para ter ideia do quadro estabelecido.

Aparecemos no ambiente e ficamos aguardando, nos olhando, olhando para as pessoas e parados, esperamos que fôssemos notados. Em alguns momentos é o melhor a fazer, levar barulho em um ambiente onde tem muito, apenas soma mais um ruído, não faz o movimento contrário.

Ficamos ali por alguns minutos até que acabaram nos olhando e ficando em silêncio, pareciam inclusive aguardando fazermos algo. Porém, nos preparamos para fazer nada!

Instalado aquele clima do “e aí, o que vai rolar?” Gaguelho aponta o seu dedo para mim. Eu, prontamente, aponto o dedo para ele. Fizemos isso algumas vezes, até que um de nós apontou para uma mãe. Essa mãe, por sua vez, apontou para outra mãe, que apontou para outra e que apontou para mim. Devolvi a “apontada” para uma criança, essa apontou para a enfermeira, que apontou para o médico, que apontou para uma mãe…

O fato, é que aconteceu um “aponta-aponta”, em silêncio, sem nenhuma palavra, e ficou engraçado em determinado momento! As pessoas se juntaram para realizar o jogo do “aponta-aponta”, sem um objetivo específico e nem eleição de vencedores. Não havia competição, apenas a soma de pessoas colaborando para que o jogo acontecesse. E nos divertimos por muito tempo nisso, pois em determinado momento começaram a diversificar as maneiras de aponta-aponta, com estilos próprios. Até os mais acanhados se mostraram bons “apontadores”.

Rimos, ficamos curiosos, ansiosos para alguém apontar o dedo pra nós, e felizes por ver quem parecia não participar, participando.

Quando a gente se une, com o objetivo único de nos divertir, a vida parece ficar mais leve.

Artista: Tiago Abad

Palhaço: Cirurgião Acerola

Cidade: Campinas

Hospital: Mário Gatti

Mês: março – 2018

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AjuntaMédica Hospitalar, com Juliana Araújo
AjuntaMédica Hospitalar, com Juliana Araújo

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Continuando com a nossa proposta de realizar o AjuntaMédica Hospitalar, onde uma vez por mês, em uma quarta-feira de atuação no Hospital Municipal Doutor Mário Gatti na cidade de Campinas, convidamos para passar o dia com a gente um amigo (a) palhaço (a) que para nós é referência e inspiração para compartilhar técnicas, trocar experiências agregando valores ao trabalho de todos. Para o mês de maio, a escolhida foi a nossa querida amiga Juliana Araújo, a palhaça Katrina, da cidade de Jundiaí, na ocasião ela formou dupla com o Cirurgião Gaguelho.

Tanto colaboradores, acompanhantes e pacientes ficaram se perguntando, “afinal, quem está usando peruca?”… ou “será que os dois estão usando peruca?”… ou ainda “que cabelos são esses!?” A dúvida é eterna, e os dois garantem que o bom cabeleireiro faz milagres! Também juram, de pé juntos que é cabelo mesmo e dedos cruzados, que é cabelo mesmo!

Esse período não é dos melhores para a população, o hospital vive lotado, devido a maior incidência de doenças respiratórias. É por essas e por outras questões que optamos como foco da nossa atuação, o trabalho profissional e a evolução artística em prol da realização de bons encontros. Essas parcerias com palhaços profissionais acaba nos trazendo uma boa oportunidade de conhecermos outras técnicas e novas possibilidades de fazer arte e avaliar como e de que forma estamos realizando nosso ofício. E quem ganha com a brincadeira, é o público!

O“AjuntaMédica Hospitalar” é uma comemoração aos 12 anos da Associação Beneficente Cirurgiões da Alegria, e acontecerá mensalmente durante o ano de 2018, onde convidamos um(a) amigo(a) palhaço(a), para trabalhar conosco em um dia de hospital, vivenciando o papel de um Cirurgião da Alegria. A finalidade desses encontros é a troca de experiências, o desenvolvimento do trabalho, que se nutre de novas peripécias e invenções criadas por cada palhaço. Tudo isso, em prol de uma causa maior: os pacientes, os acompanhantes e os colaboradores do hospital!

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Momentos Que a Vida Nos Proporciona
Momentos Que a Vida Nos Proporciona

CIRURGIÕES DA ALEGRIA - (Cristiane Abreu) (200)

Temos nos deparado com muitas histórias ao longo dos anos de trabalho dentro dos hospitais, mas cada dia nos surpreendemos com novas propostas, novos encontros e ideias malucas. Criança é um ser criativo por natureza, e nem sempre segue a lógica. Aí, entra o artista, preparado para estar no momento presente para abraçar as ideias e propor uma nova realidade.

Assim foi com Michel*, aproximadamente 7 anos de idade, nos confundiu logo de cara, “olha lá os palhaços Torresmo e Lingüiça”. Nos olhamos, eu, Cirurgião Acerola e o outro, Cirurgião Gaguelho, esperamos um tempo para digerir aquilo, e quanto mais espantados ficávamos, mais a criança se divertia. “Isso mesmo, vocês são Torresmo e Lingüiça”, sentenciou e riu, claro.

Nós, ficamos ali, por um tempo, digerindo a informação, até que Acerola começou a chorar, aquele choro fininho, sentido, triste… Gaguelho logo perguntou porque o choro, e Acerola confessou “Não quero ser o Lingüiça, esse nome parece uma coisa amarrada, gordurenta… e dividida em gominhos!”.

Sensibilizado, Gaguelho também pensou em seu nome “mas eu também não quero ser Torresmo, afinal, lembra porco, gordura, defumado, ummmmm, delícia!”.

Acerola interrompeu “mas ou você fica triste ou fica feliz; é delícia ou uma coisa pesada? Se decide aí Gaguelho, estou confuso!”.

A confusão estabelecida, questionamos enfim, Michel, aquele ser que nos rotulou com esses nomes. “Quem falou que somos Torresmo e Lingüiça?”. A criança prontamente tomou conta da história “vocês são o que eu mandar, agora são a lebre e a tartaruga”, agora “um cachorro e uma galinha”, agora “um peixe e uma cobra”. Por aí foi, e nós nos transformando nos vários personagens que a criança mandava, até que o menino diz ao Acerola “você é uma tinta verde!”.

Aí eu pergunto a você leitor, o que você faria?… Questiono o menino? Disputo a liderança da coisa toda? Falo que não gosto de verde, ou que eu queria outra cor? Olha, não tenho essa resposta, mas a escolhida foi me jogar na parede, grudar lá e perguntar para o Gaguelho “e aí, ficou bonita essa parede verde?”.

Gaguelho achou lindo, envolveu o restante das pessoas do quarto na votação, confirmou com a família e saímos do quarto para pintar todas as casas, ruas, avenidas, postes, lojas, todas de verde. A criança, com cara de orgulhosa de ter criado aquilo tudo, e os enfermeiros com a famosa cara de “não acredito”. Aquela cara de “que absurdo foi esse que acabei de ver?”, sabe?

Essa história, com toda a sua pureza e inocência do encontro, acabou nos provocando boas reflexões, e para mim ficou a seguinte: “E aí, você é o que é, ou é o que querem que você seja?”.

A resposta é complexa e não é universal, cada um terá uma versão do fato, e também envolve uma série de outros questionamentos. Porém, às vezes parece que o universo nos apresenta a oportunidade de sermos uma “tinta verde”, sem questionamentos, apenas nos dando uma bela chance de evolução, e nos adaptarmos a uma nova realidade, experimentando uma nova maneira de vivenciar a vida.

O fato é que nesse caso, procuramos ser o que o momento pediu, viver o presente e estar inteiramente disponíveis para aquele encontro. Nos permitimos receber mais um desses bons momentos que a vida proporciona para palhaços e crianças no hospital.

* Os nossos relatos são descritos utilizando nomes fictícios, para preservar a integridade dos pacientes internados.

Artista: Tiago Abad

Palhaço: Cirurgião Acerola

Cidade: Campinas

Hospital: Mário Gatti

Mês: fevereiro – 2018

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AjuntaMédica Hospitalar, com Ésio Magalhães
AjuntaMédica Hospitalar, com Ésio Magalhães

Cirurgiões da Alegria e Esio Magalhães

Quarta-feira é dia dos Cirurgiões da Alegria estarem presentes no Hospital Municipal Doutor Mário Gatti na cidade de Campinas, que aliás, é um hospital que está na nossa história, pois foi o primeiro a receber o Programa Visita da Alegria, que consiste em uma dupla de palhaços profissionais, visitando o hospital parceiro uma vez por semana, em um período de 6 horas.

Como no ano de 2018, a Associação Beneficente Cirurgiões da Alegria completa 12 anos de existência, e para comemorar estamos convidando alguns palhaços(as) amigos(as), que para nós são referências e inspiração para compartilhar técnicas, trocar experiências agregando valores ao trabalho de todos, assim realizamos uma “AjuntaMédica Hospitalar”.

No dia 18 de abril, convidamos o nosso amigo e mestre, o ator e palhaço Ésio Magalhães, do Barracão Teatro de Campinas, e seu palhaço Zabobrim. Portanto, a atuação do dia ficou por conta dos Cirurgiões Gaguelho, Acerola e o carismático convidado, palhaço Zabobrim. Foi um ótimo dia de trabalho, nos divertimos muito, e quem acabou ganhando com essa brincadeira toda, foi o público!

Hospital lotado, cheio de crianças, afinal é nessa época que há maior incidência de doenças respiratórias. Mesmo assim, com a sutileza nas relações, conseguimos adentrar os ambientes, nos relacionarmos e propor uma boa diversão a todos.

A “AjuntaMédica Hospitalar” é uma comemoração, que acontecerá mensalmente durante o ano de 2018, onde convidamos um(a) amigo(a) palhaço(a), para trabalhar conosco em um dia de hospital, vivenciando o papel de um Cirurgião da Alegria. A finalidade desses encontros é a troca de experiências, o desenvolvimento do trabalho, que se nutre de novas peripécias e invenções criadas por cada palhaço. Tudo isso, em prol de uma causa maior: os pacientes, os acompanhantes e os colaboradores do hospital!

Agradecemos de coração ao Esio por achar um espaço em sua atribulada agenda para poder estar com os Cirurgiões da Alegria nesse dia que foi maravilhoso, OBRIGADO!!!

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O Idioma Universal
O Idioma Universal

MÁRIO GATTI -5 Abril (Cristiane Abreu) (40)

Trabalhar com a linguagem do palhaço no ambiente hospitalar sempre proporciona momentos únicos e inusitados! Estamos interagindo com pessoas diferentes em quase todos os momentos e dias de visitas, e nunca saberemos o que vamos encontrar atrás da próxima porta. Isso faz com o que o trabalho seja sempre renovado a cada dia, a cada visita, e a cada interação com as pessoas que encontramos pelo caminho.

Foi em um desses encontros inusitados, no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, que a dupla de Cirurgiões Acerola e Figuerino puderam vivenciar a experiência de uma viagem internacional.

Lá estavam os palhaços andando pelos corredores da pediatria, começando seu trabalho, aquecendo o espaço com conversas bobolológicas com quem encontrassem pelo caminho, até que avistaram uma movimentação na sala da Classe Hospitalar (nessa sala as crianças se encontram com a Pedagoga para continuar com as atividades escolares), e como a curiosidade falou mais alto, lá foram eles dar uma conferida.

Ao bater na porta e pedir permissão para entrar, os palhaços avistaram duas meninas brincando com um jogo de tabuleiro, e ao lado, a mãe de uma delas que ao avistar a dupla revelou um olhar de interesse.

A filha olhava para mãe como se buscasse uma explicação do porque havia palhaços ali, e a mãe, ao tentar explicar, revelou algo inesperado que viria a ser um drama para a dupla de Cirurgiões.

Logo nas primeiras palavras da mãe com a filha, os Cirurgiões Acerola e Figuerino puderam notar algo diferente, algo na voz parecia estranho. Os dois começaram a refletir sobre o que poderia ser, e não demorou muito para que o Cirurgião Acerola, dono de um vasto conhecimento mundano, entendesse exatamente do que se tratava. A língua daquela família era diferente!

Cirurgião Figuerino ficou perplexo! Puxou a sua lupa do bolso e disse: “Língua diferente? Então quero ver, coloquem a língua para fora que eu vou analisar!”, na cabeça dele a língua delas poderia ser azul, ou amarela com bolinhas, ou até mesmo peluda como a dos gatos. Foi difícil, mas o Cirurgião Acerola conseguiu explicar o mal entendido, afinal não era a língua que era diferente, era a linguagem, a fala, o idioma. Parece que o Cirurgião Figuerino entendeu, ou pelo menos fez cara de entendido.

Cirurgião Acerola se tornou o intérprete, já que possui a habilidade de falar várias línguas, mostrando um pouco de toda a sua “sabedoria”. Os palhaços tentavam se comunicar de diversas maneiras: mímicas, desenhos, sons, e a todo tempo tentavam arrastar um “portunhol”. A cada uma dessas tentativas era um som agradável de risadas, de crianças e adultos.

A essa altura o quarto já estava cheio de gente, vieram enfermeiros, acompanhantes de outros quartos e funcionários do hospital para ver o que estava acontecendo. Todos riam, cada um da sua maneira, cada um com sua linguagem.

Naquele momento, todos falavam o mesmo idioma: O idioma universal do Riso!

Artista: Guilherme Figueiredo

Palhaço: Cirurgião Figuerino

Hospital: Mario Gatti

Cidade: Campinas

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A Criança Sorri da Doença
A Criança Sorri da Doença

Divulgação MÁRIO GATTI -5 Abril (Cristiane Abreu) (215)

A tensão era grande na hora de entrar na enfermaria lotada de crianças, de médicos, enfermeiras e todo pessoal que habita aquele local. Enfim a dupla na porta é recepcionada pelo choro estridente de uma criança que a mãe levava no colo para o banheiro, deixando assim, ouvir a doce melodia que sai do pequeno instrumento que mais se parece com um violãozinho que o Cirurgião Figuerino leva carinhosamente apertado ao peito.

Lá no fundo do quarto uma junta médica composta por três homens de jalecos brancos com aparência séria encaram a criança deitada no bercinho. Ela está com um semblante sereno, mas curiosa com a melodia que adentra ao quarto. Os homens de jalecos apertam aqui, acolá, e a criança com sua singeleza sorri, dando a impressão que está a sorrir da doença, ao contrário da mãe que olha apavorada para os médicos que estão na sua frente a conversar, a examinar e… e a música?

A música insiste em permanecer em um volume quase inaudível, mesmo com o acompanhamento sutil do chocalho que o Cirurgião Acerola toca, tornando a música presente e potente, transportando um ou outro a algum lugar que não é a enfermaria. Os olhares recaem na dupla que a passos de tartaruga vem adentrando o quarto, a criança agora em pé e no chão se curva para olhar entre os jalecos e calças brancas que lhe cercam, tentando ver os palhaços que estão quase invisíveis. A criança ao vê-los chegando  continua sorrindo da doença (às vezes queria ter a frieza e a coragem das crianças para enfrentar certas situações).

Entre um aperto aqui e acolá, uma alma vivente de jaleco bate palmas para a criança, parecendo querer participar daquele olhar curioso. A criança olha pra ele e lhe abre um largo sorriso despreocupado demonstrando claramente que a criança continua sorrindo da doença.

Os Cirurgiões Palhaços vão trocando olhares para outras crianças e ao perceber que a graça não cabia naquele momento eles vão saindo como se não tivessem entrado. Perto da porta de saída, a médica que a distância tudo observava, informa que a criança no colo da mãe antes de entrar no banheiro havia parado de chorar. O médico pede que a mãe coloque a criança para andar. A mãe obedece e diz para a criança ir até os palhaços que neste momento estão dobrando o corredor já entregues aos outros afazeres na labuta de continuar a despertar sorrisos.

Os médicos observam a criança atravessando a enfermaria e a mãe corre para buscar a criança e volta para a realidade da junta médica que continuam a conversar, um nó na minha garganta me aperta e quase deixo uma lágrima escorrer ao ver que aquela história, com aquelas distintas pessoas, médico, mãe, criança e palhaços aconteceu naquele momento, e o mais interessante nessa oficina de observação foi ver que o estímulo para que a criança caminhasse, foi o palhaço.

E os Cirurgiões Palhaços continuam sua peregrinação pelo corredor, o papel cai no chão, a copeira serve o leite para os pais, a mamadeira para as crianças, e o palhaço vai transitando naquele ambiente entre risos e lágrimas garimpando e lapidando as histórias que a vida lhe oferece.

Artista: Eliseu Pereira

Atividade: Oficina de Observação

Cidade: Campinas

Hospital: Mário Gatti

Mês: Maio – 2017

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Um Abraço e Nada Mais
Um Abraço e Nada Mais

CIRURGIÕES DA ALEGRIA (Cristiane Abreu) (158)

No hospital não existe rotina, exceto pelos setores que passamos, ou seja, cada hospital tem um roteiro pré-estabelecido onde os palhaços irão transitar. Não há um tempo estabelecido já que cada interação é nova, fresquinha, e determinar um tempo para isso seria injusto, tendo em vista que a todo momento tudo muda dentro do ambiente. São novas pessoas, visitantes, colaboradores, voluntários, área interditada para limpeza ou reforma, crianças que mudaram de quartos e por aí vai.

Eu e o Cirurgião Figuerino estávamos cumprindo com o nosso roteiro, chegando no corredor onde os pacientes e acompanhantes ficam aguardando serem chamados para entrarem na Oncologia. De longe ouvimos alguém falando alto, parecia uma reclamação ou discussão, não sabíamos, mas ligamos as anteninhas e ativamos o radar para entrarmos com o máximo de cuidado no ambiente.

Entramos com o devido cuidado e entre as pessoas havia uma senhora baixinha, nunca a vimos, mas parecia vermelha de raiva! Pois bem, nos apresentamos e o Cirurgião Acerola foi logo dizendo “ouvimos algumas reclamações, vocês acham que é preciso chamar os bombeiros? Onde há fumaça há fogo!”. As pessoas começaram a rir daquele comentário idiota, inclusive a senhorinha. Confesso que foi arriscado já que não sabíamos direito o teor da coisa toda, mas pelo que percebemos, o ambiente já estava mais calmo.

Um dos acompanhantes sinalizou “é ela que está querendo um pedaço de pau pra quebrar tudo aqui”. Nos colocamos a disposição para arrumarmos uma vassoura ou um pedaço de pau e nessa hora abriu a sala do Doutor, que saiu dizendo em tom de brincadeira: “olha, aqui não tem nenhum pedaço de pau não heim!”.

Iniciamos a nossa busca pelo corredor, consultórios, quartos, pesquisamos as pessoas que passavam, os que estavam acompanhando, os médicos, enfermeiros, seguranças e até o pessoal da limpeza, mas ninguém sabia onde encontraríamos o pedaço de pau.

Voltamos para o ambiente para contar a notícia, afinal não havíamos encontrado nenhum pedaço de pau, só gaze e algodão, mas eram materiais inofensivos. Todos pareciam mais descontraídos no ambiente, a senhorinha estava menos vermelha e com outro semblante.

Acerola: “Olha, não achamos o pedaço de pau, o que podemos fazer pela senhora?”

Senhorinha: “Não quero mais o pedaço de pau, eu quero mesmo é um abraço agora, estou até com vontade de chorar”.

Ah, nos abraçamos! Sabe aquele abraço demorado e de tirar o fôlego? Pois bem! E dava até pra chorar se quiséssemos de tão bom que foi. Figuerino também aproveitou pra tirar uma casquinha e dar aquele abraço!

Tem momentos que um abraço vale mais que um pedaço de pau!

Artista: Tiago Abad

Palhaço: Cirurgião Acerola

Mês: agosto – 2016

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Cirurgiões da Alegria Participam do 4º Encontro de Palhaços em SP.
Cirurgiões da Alegria Participam do 4º Encontro de Palhaços em SP.
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Tiago Abad, Regiane Gloria e Eliseu Pereira

Os dias 12, 13 e 14 de novembro foram muito especiais pra gente! E sabe por que? Porque aconteceu o 4º Encontro de Palhaços dos Doutores da Alegria, pioneiros na arte do Palhaço de Hospital no Brasil.

O evento reuniu 174 participantes de 12 estados e mais de 50 grupos de palhaços e aconteceu no Esporte Clube Pinheiros em São Paulo. O encontro é uma das iniciativas do programa Palhaços em Rede, criado em 2007 pelos Doutores da Alegria, que tem como objetivo principal, estabelecer uma rede de cooperação entre indivíduos e grupos que atuam nos hospitais como palhaços, tendo como foco a qualidade do que é levado aos pacientes.

Durante o evento aconteceram 4 mesas de discussão sobre os mais diversos temas referente a essa profissão, 12 oficinas de técnicas de palhaço de hospital, teatro de bonecos, música, narração de histórias, improvisação, malabarismo voltado para o hospital, olhar, escuta e percepção, e cascata cômica, além de 2 espetáculos. Ufa! Muita coisa, né?

Para encerrar o primeiro dia com chave de ouro, os participantes puderam se deliciar com o espetáculo teatral Refugo Urbano da Trupe Dunavô. Já no segundo dia, o elenco dos Doutores da Alegria e convidados, apresentaram o espetáculo Midnight Clowns, onde os Cirurgiões Acerola e Gaguelho tiveram a honra de participar apresentando a música “Raio X do Hospital”.

Para Eliseu Pereira coordenador geral e palhaço dos Cirurgiões da Alegria, o encontro dos Doutores é a oportunidade de manter viva esta Rede de Palhaços, rever os amigos e compartilhar conhecimentos, além de se ter uma noção de como está o andamento do trabalho do palhaço de hospital no Brasil.

Confira os melhores momentos clicando aqui:  https://www.facebook.com/CirurgioesAlegria/photos/?tab=album&album_id=1324323794267668

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Não é Fácil ser Paciente
Não é Fácil ser Paciente

cirurgioes-da-alegria-despertando-sorrisos-nao-e-facil-ser-palhacoO nosso trabalho é assim:
Vamos ao encontro e é sempre uma surpresa;
Não ensaiamos começo, nem meio e nem fim,
Brincamos com seriedade, disso temos certeza!

Somos Cirurgiões da Alegria,
Mas não operamos ninguém;
A não ser que seja preciso,
Despertar o sorriso de alguém;

Nos quartos em que visitamos rola cada coisa boa;
Conversa, besteira, piada, bobeira,
Todo mundo rindo a toa
Até as enfermeiras entram junto na zoeira;

Cada um que se encontra traz consigo sua história;
E a gente quando conhece às vezes quase que chora;
Uma singularidade completa em cada ser,
Ai está a complexa magia eterna de se viver

Pro palhaço a despedida é um momento delicado;
Ele anseia ver o paciente rapidamente curado;
É um querer não querendo que dali todos se vão,
E quer encontrar de novo, mas no hospital não!

Quando para casa um deles vai,
A gente fica contente,
Como todo mundo sabe;
Não é fácil ser paciente.

Artista: Guilherme Figueiredo
Palhaço: Cirurgião Figuerino
Cidade: Limeira
Hospital: Unimed
Mês: Outubro 2016

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Vem Aí: Oficina de Melodrama
Vem Aí: Oficina de Melodrama

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O objetivo da oficina é através do estudo e das práticas desenvolvidas, fazer com que os participantes experienciem o gênero teatral, possibilitando um melhor entendimento do corpo, do espaço e de algumas técnicas de interpretação e improvisação; objetivos e conteúdo : *Problematizar o gênero Melodrama, buscando reconhecê-lo em contextos literários, midiáticos e cotidianos, possibilitando um processo de consciência nas etapas de criação; *Experimentar a partir de jogos, improvisações e composições a polaridade (bom e mau, bonito e feio, velho e jovem, claro e escuro, mulher e homem) existente na composição dos personagens do Melodrama: O vilão, a heroína, o herói, o tolo, etc..

Público-alvo: Acima de 14 anos

Oficineira: Eluhara Resende

Duração: 3 horas

Valor por pessoa: R$ 20,00

15 vagas  – Adquira seu ingresso no Espaço Cultural Cirurgiões da Alegria, situado na Rua Manoel Toledo Arruda nº 276 – Jd. Nova Europa – Limeira – SP, ou com os Voluntários e Diretores, maiores informações pelo fone (19) 3442-4651.

Eluhara, inicia sua jornada em 2006 na Escola Livre do Grupontapé de Teatro, em 2009 ingressa na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e nesse mesmo ano é uma das fundadoras do Grupo Giz de Teatro. Hoje, é licenciada pela Universidade Federal de Uberlândia e possui DRT em atuação e interpretação. Além de desenvolver seu trabalho solo possui parcerias com os grupos Coletivo Teatro da Margem, Giz de Teatro,Galhofas(SP) e Umbrellateatro, da Venezuela.

LOCAL:
Espaço Cultural Cirurgiões da Alegria, situado na Rua Manoel Toledo Arruda nº 276 – Jd. Nova Europa – Limeira – SP.

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Palhaço Jardineiro?
Palhaço Jardineiro?

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Sim! No Mário Gatti tem Jardim!

Acerola e Gaguelho são velhos amigos, ou amigos velhos, ainda não sabem definir.

O fato é que muitas histórias já se passaram durante todos esses anos de convivência, e claro, já puderam experimentar diversas profissões. Descobriram que podem ser bombeiros atrapalhados, cabeleireiros que não cortam cabelo, apertadores de parafusos, operadores de máquinas estranhas, pedreiros sem habilidade, arquitetos tortos, vendedores de bugigangas e até Cirurgiões. Essa sim, a especialidade!

Nessa busca por novas habilidades, acabamos descobrindo que no Hospital Mário Gatti em Campinas tem um Jardim! Isso mesmo, dentro de um dos quartos, estava Adrielly, uma menininha de 6 anos de idade, que nas horas vagas é um pé de flor.

Inclusive de sua mão saía um broto, azul, linda, uma florzinha bem colorida! (claro, poderia ser também o acesso do soro, mas, que bom que a magia sempre prevalece).

Automaticamente nos tornamos jardineiros e começamos a adivinhação do nome do pé de flor, já que era uma flor linda e formosa! Pelo que pudemos perceber, precisamos estudar um pouco mais de botânica, jardinagem, sementes e até tipos de flores, pois, não acertávamos nunca o nome daquela flor.

“Já sei, é uma Gérbera”…
“não”
“Claro que é uma rosa”…
“não é”;
“Ah, como poderia me confundir, é um Gerânio”…
“não”
“Orquídea?”…
“não”;
“Só pode ser hortência, girassol, camélia, crisântemo, lírio, margarida?”…
“também não, nada disso”.

Angustiante não?! Como dois jardineiros profissionais, renomados, e até esquecidos não conseguiam adivinhar o nome de uma flor? Alguma coisa estava estranha… até o pessoal do quarto e duas enfermeiras começaram a palpitar. Reunimos uma ajunta médica, alguns jardineiros confusos, os palpiteiros e até quem não sabia nada de jardim se arriscou… e nada!

Estávamos de saída do quarto cabisbaixos, percebendo que não tínhamos futuro em mais uma profissão, até que uma ideia daquelas que vem sei lá de onde, baixou na cabeça do Acerola. Pareceu que todos os fios que unem as cabeças dentro de um quarto de hospital conectaram, e como um guru botânico, sentenciou: “já sei, o nome dessa flor é Adrielly”. E ela, com a maior cara de única flor do deserto diz “isso mesmo, Adrielly é o nome da flor, você acertou”.

Comemoramos! E como comemoramos! Uhuuu! É isso aí!! Agora a gente é jardineiroooo! Vivaaa!

A emoção tomou conta do quarto, dos corredores, dos palpiteiros, da enfermagem todinha, até as borboletas do jardim começaram a voar alegremente.

Graças a Adrielly, percebemos que não levamos jeito para jardineiros, nós vamos mesmo é apostar na profissão de gurus, igual aos can-gurus, que dão três pulinhos e tiram tudo de uma bolsa própria.

Palhaço jardineiro? Sim! Ainda bem que no Mário Gatti tem jardim!

Artista: Tiago Abad

Palhaço: Cirurgião Acerola

Cidade: Campinas

Hospital: Mário Gatti

Mês: março – 2016

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Histórias da Vida – O Palhaço Paçoca, Faxinando e Dividindo o Passado
Histórias da Vida – O Palhaço Paçoca, Faxinando e Dividindo o Passado

Historias da Vida

O hospital é acima de tudo um local de encontro. Encontro do palhaço com outras pessoas e suas histórias. É engraçado ver que as histórias também não saem à toa e nem a qualquer tempo, na verdade, é preciso tempo para que elas possam surgir, e acho que é por isso que um trabalho com continuidade e presença é importante. As relações são construídas, não nascem prontas.

Uma brincadeira aqui, outra ali, e dessa vez o nosso amigo da faxina, sempre sorridente e brincalhão, nos acompanhou meio que de longe, observando as atuações nos quartos e no corredor. Juntou-se a outra faxineira e a prosa aconteceu no intervalo entre um quarto e outro.

A observação mais importante que tiveram no dia é que perceberam que somos totalmente perdidos! E nós concordamos, é verdade! Eu e o Cirurgião Figuerino realmente precisamos de um GPS ou um Waze que funcione no hospital.

Papo vai, papo vem, confessaram que também são perdidos! Ou seja, quatro perdidos no mesmo lugar, ninguém acha ninguém! Já concluímos que era melhor não trabalharmos juntos.

Foi aí que o nosso amigo faxineiro nos contou, “eu fui o Palhaço Paçoca”, olha só! Sim, ele já trabalhou no circo e agora está na faxina do hospital. Na época não foi embora com o circo porque o pai não deixou, disse que “aquilo não era vida” e levou ele pra trabalhar na roça, colher laranja.

Está feliz com a vida, mas lembra com saudade daquele tempo “trabalhar no circo era muito gostoso!”, o olhar parado, na posição de quando começamos a lembrar de algo saudoso e o olhar se perde no horizonte, a mente vagando no espaço-tempo, como se nada mais existisse, nem mesmo o tempo.

O brilho nos olhos de quem já respirou aquele ar alegre do circo, das famílias, do companheirismo, dos artistas, das parcerias… um micro silêncio, deixamos ele viajar no tempo… nesse mundo maluco, às vezes as pessoas vivem no automático e esquecem das origens, as suas histórias particulares, experiências da vida.

Voltando seu olhar para o presente, a história também surpreendeu a sua colega de faxina que não conhecia esse passado incrível do parceiro. Mais uma prosa aconteceu entre nós, e foi inevitável o “tchau Paçoca!”. Deu pra ver o sorrisão no rosto dele, realmente foi bom reviver isso!

Pronto! Agora, seus colegas o chamam de Paçoca, e nós, também! Ao final, perguntamos “o que está faltando para o Paçoca aparecer?” Antes que qualquer um de nós respondesse, ouvimos “ué, tá faltando comer mais amendoim!” Sua colega arrematou, e a essa altura já tinham seis pessoas ouvindo a história, e todos caíram na risada, inclusive nós.

É isso, o presente é o melhor momento, e que bom que vivemos isso tudo com intensidade! Valeu Paçoca, obrigado por esse momento.

Artista: Tiago Abad

Palhaço: Cirurgião Acerola

Cidade: Limeira

Hospital: Unimed

Mês: maio – 2016

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Sobre um arraiá, resgate e muita alegria
Sobre um arraiá, resgate e muita alegria

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Ah, as festas juninas, julinas, deveriam ser agostinas, setembrinas, outubrinas, novembrinas e dezembrinas também. (Deu pra ver que a gente ama esses momentos, né?) ;o)
Esse ano realizamos a nossa 1ª Festa Julina da Associação e o nosso arraiá foi pra lá de especial! Uma festa que envolveu nossa família de voluntários e os integrantes da Cia Cênicos e Cínicos, totalmente aberta para a comunidade local.

Enquanto Associação, nós sabemos que a importância do nosso trabalho vai muito além dos hospitais, entendemos que possuímos um papel importantíssimo também para a sociedade e podemos aplicar todas as lições que aprendemos em todas as visitas com o fim de promover a união da nossa comunidade, e já pensou que legal seria, se todo mundo fizesse isso?

As crianças brincando de novo na rua, as vizinhas trocando receitinhas de bolo, toda a vizinhança pendurando bandeirinhas nas ruas para a grande confraternização ao cair da tarde, enfim, muito além da festança, esse momento foi pra gente de extrema alegria e de um grande resgate em dias onde até o “bom dia” anda meio escondidinho. Os smartphones ficaram em casa e a galerinha foi pra rua pular, dançar e se divertir muuuuito!

Essa é a essência do nosso arraiá e é isso o que queremos fazer hoje e sempre: Despertar sorrisos pra muito além dos hospitais ;o)
Confira como foi:Clique Aqui

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O Diálogo das Frutas
O Diálogo das Frutas

Frutas

Lá estavam eles, Cirurgião Figuerino e Cirurgião Acerola se preparando para entrar em um novo quarto, um encontro inédito. Os dois tinham acabado de compor uma canção junto com um casal de senhores que estavam perto da porta do quarto em que iam entrar, mas não eram parentes daquele paciente.

Batemos na porta, olhamos, sentimos, e pedimos para entrar, entramos. Lá dentro, nos deparamos com um homem deitado na cama, devia ter uns quarenta anos. Estava ali no quarto meio escuro, sozinho, com a televisão ligada fazendo uma trilha sonora de fundo, e com um leve sorriso no rosto, daqueles de boas vindas, começamos a nossa conversa. Papo vai, papo vem, descobrimos que sua esposa tinha saído há pouco, mas voltaria na parte da tarde, trazendo algo para ele comer.

Como hospital não é lugar de comidas pesadas, começamos a falar de frutas, pois talvez esse seria o cardápio escolhido pela esposa. Tentamos adivinhar qual seria a fruta, e chegamos à conclusão de que uma melancia seria ideal, e daria pra dividir entre todos, mas infelizmente, era improvável que sua esposa trouxesse uma. (Afinal de contas, é dificil achar uma sacola que caiba uma melancia, e a cor da melancia não combina com qualquer roupa né? Não dá para ficar por aí desfilando com uma melancia verde chamando atenção…)

Cirurgião Figuerino então começou a imaginar como seria um pé de melancia pois nunca viu um de perto. “Já sei, é uma baita árvore grande, com galhos musculosos e caule enrijecido em formato de tanquinho, igual aos fortões de academia”, só assim para uma árvore poder aguentar o peso de tanta melancia pesada. Cirurgião Figuerino ficou intrigado com isso, e lembrou que também não conhecia pé de jaca, e perguntou:

-E a jaca? Vocês conhecem?Por coincidência, essa era uma fruta conhecida pelo homem do quarto, e começamos a falar sobre jacas, como é a fruta, como se comia, e como ela crescia. Nessa hora Cirurgião Figuerino se espantou: -Como pode uma jaca, uma fruta grande, nascer em árvores? As jacas deveriam falar, para que nunca acontecesse de uma jaca cair do pé em cima de alguém!

Cirurgião Acerola indignado: – Quanta besteira Cirurgião Figuerino, onde já se viu fruta falar?

Cirurgião Figuerino convidou todos a imaginar a situação: -A jaca ta lá em cima da árvore, e já tá madura, então ela avisa: -Ei pessoal, cuidado ai embaixo tô quase caindo hein!

Cirurgião Acerola ainda mais indignado:-Fruta não fala Cirurgião Figuerino! E se falasse você acha que ela ficaria falando essas coisas?

E voltando a imaginar Cirurgião Figuerino diz: -Ela poderia pedir um paraquedas, ai seria muito mais emocionante quando caísse, e ainda iria se proteger, pensa só que radical seriam as jacas!

Ficaram ali por um tempo imaginando como seriam os diálogos das “jacas falantes”, até se darem conta de que realmente frutas não falam. Os dois se despediram do homem, e saíram do quarto. Cirurgião Figuerino um tanto triste ao perceber que realmente as frutas não falam, porém, em algum momento naquele espaço, algo aconteceu e elas realmente falaram, todos ali viram um cenário onde uma jaca radical falante pulava de paraquedas.
Na saída do quarto, encontraram novamente o casal de senhores com quem haviam cantado. Cirurgião Figuerino continuava triste pelas frutas não falarem, a senhora acabou percebendo e perguntou:

-Mas o que aconteceu? Você entrou alegre e saiu triste do quarto?Cirurgião Figuerino responde:-É que descobri que as frutas não falam…Cirurgião Acerola confirma:-Isso mesmo Cirurgião Figuerino, frutas não falam!Foi nesse momento que o Cirurgião Figuerino ganhou uma nova heroína, pois em uma frase a senhora acabou com todas as dúvidas sobre as frutas falantes, e olhando para o Cirurgião Acerola ela disse:-Como assim fruta não fala? Você é Acerola e esta ai falando pelos cotovelos!Artista:

Guilherme Figueiredo
Palhaço: Cirurgião Figuerino
Cidade: Limeira
Hospital: Unimed
Mês: Março ­ 2016

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Prêmio Revista Proativa 2016
Prêmio Revista Proativa 2016

Prêmio Proativa

Como você já deve saber, 2016 é um ano pra lá de especial para nós, afinal, completamos 10 anos de fundação da Associação Beneficente Cirurgiões da Alegria.

No meio de tantas notícias boas e nesse clima maravilhoso de renovação tivemos a honra e o privilégio de receber das mãos da Jornalista Bety Koppe o “Troféu Revista Proativa” um reconhecimento dos trabalhos prestados aos menos favorecidos.

Gostaríamos muito de deixar registrado nossa alegria e gratidão pelo reconhecimento e parceria com a Revista Proativa.

Estiveram presentes no evento representando a Associação: Fábio Ponte, Tiago Abad, Regiane Gloria e Eliseu Pereira.

Confira as fotos do evento.

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Oficina de horta vertical em Garrafas PET com Rita Araujo
Oficina de horta vertical em Garrafas PET com Rita Araujo

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No dia 21/05/2016 tivemos a honra de receber em nosso espaço cultural o projeto Hortalize-se onde a idealizadora Rita Araujo ministrou uma oficina gratuita e aberta à toda comunidade sobre como construir sua própria horta vertical utilizando garrafas PET.

“Foi uma tarde super divertida com pessoas maravilhosas que participaram da Oficina do Projeto Hortalize-se com Rita Araujo que compartilhou seus conhecimentos com o mundo.” disse Eliseu Pereira, Cofundador dos Cirurgiões da Alegria.

Para nós, foi uma honra receber tamanho conhecimento e ainda poder compartilhar e cultivar novas relações através de um evento aberto, afinal assim como a alegria o conhecimento também existe para ser compartilhado!

Confira o depoimento que a Rita deixou pra gente e que nós amamos <3

A Oficina do Projeto HORTALIZE–SE na sede dos Cirurgiões da Alegria foi, até agora, uma das experiências mais gratificantes que tive. A entrega das pessoas à atividade de construir a horta deles teve um entusiasmo incrível. Mulheres e homens de todas as idades e crianças, que nao se conheciam, todos juntos, fazendo um trabalho de colaboração espontânea, como se fossem da mesma família, de tanta integração, foi algo lindo de se ver. A curiosidade e vontade de aprender tudo e sair de lá já para fazer suas hortas em casa, foi surpreendente.
Estar com pessoas que cuidam de pessoas é uma vivência muito amorosa e carinhosa. Me senti uma cirurgiã da alegria, operando sorrisos na cara das pessoas.
Pelo outro lado, de quem viu pelas mídias sociais, a exposição foi muito positiva e a repercussão veio de forma diferente e alcançou pessoas, que normalmente ficam quietinhas, colocando elogios, parabéns pela iniciativa, enfim, elevando o projeto a um patamar mais nobre e respeitado pela contribuição humana e social que adquiriu com a parceria com os Cirurgiões da Alegria.
Após esta experiência, já sai lá com planos de outras oficinas com o mesmo objetivo: ensinar coisas legais relacionadas a hortas, que contemplam os propósitos do HORTALIZE-SE e dos Cirurgiões, com oficina de pães com ervas que plantamos na horta, oficina de plantio e uso de ervas medicinais, entre outras atividades que semeiam conhecimento e plantam sorrisos nos rostos e corações da pessoas.
Obrigada Regiane e Eliseu pelo carinho que me receberam
Foi um dia especial
Tudibão
❤😘
Nós quem agradecemos e desejamos à esse maravilhoso projeto todo o sucesso do mundo!
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Diretor dos Cirurgiões da Alegria faz curso na Ducovox
Diretor dos Cirurgiões da Alegria faz curso na Ducovox

CURSO DUCOVOX  30 Abril 1 Maio (7)

 

Nos dias 30 de abril e 1 de maio Fábio Ponte, diretor da Associação Beneficente Cirurgiões da Alegria, participou do treinamento Comunicação com Sucesso, da Ducovox, em São Paulo/SP.

A parceria com a Ducovox surgiu pela necessidade de melhorarmos a qualidade na comunicação do departamento administrativo e diretoria da Associação, para com os fornecedores, associados e sociedade civil em geral, informa Eliseu Pereira, Coordenador Geral da Associação.

A Ducovox Treinamentos e Consultoria é composta por profissionais com experiência de mais de 10 anos em treinamentos de comunicação, autoestima e liderança, apresentações e palestras. O objetivo da empresa é ajudar as pessoas a serem mais felizes e alcançarem o sucesso utilizando a comunicação como ferramenta.

Já para Fábio, “O que ficou do treinamento foi gratidão, satisfação e evolução. É com estas palavras que concluí este treinamento. Como diretor da Associação Beneficente Cirurgiões da Alegria, e também como pessoa, sem dúvida volto como melhor comunicador, tanto nas áreas profissional quanto pessoal. Só tenho a agradecer a toda equipe da Ducovox. Muito obrigado e forte abraço!”

Confira as fotos do treinamento

Conheça a Ducovox: http://www.ducovox.com/newsite/home.html

Facebook: https://www.facebook.com/ducovox

Fone: (11) 3254-7688 e (11) 3254-7688

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Campanha de Conscientização Doe Sangue Doe Alegria – O que fica é a Gratidão
Campanha de Conscientização Doe Sangue Doe Alegria – O que fica é a Gratidão

doe-sangue-doe-alegriaNa semana de 25 à 29 de abril estivemos na Faculdade Einstein de Limeira promovendo a Campanha de Conscientização “Doe Sangue, Doe Alegria” para os alunos e colaboradores.

A sinergia entre os voluntários e os próprios alunos foi algo maravilhoso, “Foi uma campanha sensacional mesmo! Daqueles encontros que ficarão na memória” disse Tiago Abad, o Cirurgião Acerola.

Foram tantos depoimentos que nossos olhos encheram-se de lágrimas, um depoimento que resume todo o sentimento envolvido na campanha é o de Fábio Ponte Coordenador da Campanha e Diretor da Associação – Veja só:

“Meus queridos…Peço que leiam o que estou escrevendo abaixo, é de todo coração:

Hoje (29/04/16), encerramos a primeira edição da Campanha de Conscientização “Doe Sangue, Doe Alegria” e lhes digo que terminamos com o sentimento de dever cumprido!! Tudo aconteceu graças a ajuda de todos vocês! Quando alguma coisa termina, o que importa é o sentimento que aquilo nos deixa. O que sinto agora é exatamente GRATIDÃO! Por poder estar com vocês, por poder contar com vocês, por ter dado tudo certo. Por onde passamos, recebemos inúmeros gestos de carinho, desde apertos de mão, abraços, sorrisos… Estão chegando várias mensagens no meu Facebook, solicitações de amizade, vários elogios ao Cirurgiões da Alegria!! Tudo graças a vocês também.

Hoje, antes de ir embora, fui me despedir dos funcionários da Faculdade Einstein que nos ajudaram e agradecê-los, pois foram extremamente receptivos conosco e parceiros. Edmilson, o rapaz que nos guiou pelas salas, virou super amigo nosso, riu muito conosco, ficou contente com nossa presença. Um dos porteiros com quem costumávamos brincar quando chegávamos na portaria da faculdade, hoje, chorou quando se despediu de mim. Não tive palavras. 

O que fica é a GRATIDÃO!

Obrigado por todos vocês! “

E as Notícias Boas não Param de Chegar!

Em uma mensagem em vídeo na noite de 29 de abril, Eliseu Pereira, o Cirurgião Gaguelho, trouxe ainda mais emoção para o grupo dos voluntários! Ele participou de uma reunião com os professores coordenadores de vários cursos e os alunos da Faculdade Einstein de Limeira, e recebeu uma ótima notícia. Os alunos estão desenvolvendo um aplicativo para doadores de sangue, que vai revolucionar a comunicação entre o banco de sangue do Brasil todo e os doadores, o aplicativo é um projeto de TCC que vai ficar pronto no final do ano e a partir de agora vão poder contar com o apoio dos Cirurgiões da Alegria para fazer essa ponte!

Estamos muito felizes e sabemos que ainda é só o começo!

Doar sangue é doar alegria, alegria essa que estamos sentindo agora! ;o)

Veja as fotos da Campanha de Conscientização “Doe Sangue, Doe Alegria” clicando aqui

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Campanha de Conscientização “Doe Sangue Doe Alegria 2016”
Campanha de Conscientização “Doe Sangue Doe Alegria 2016”
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Começou no dia 11 de abril a campanha “Doe Sangue, Doe Alegria”.

O objetivo principal da campanha é aumentar o número de doadores de sangue nos períodos onde comumente existem quedas bruscas nos estoques do banco de sangue de Limeira.

Com o objetivo de conscientizar e manter os doadores sempre ativos, a campanha conta com ações em locais públicos como distribuição de flyers informativos com a presença dos palhaços, visitas à faculdades, e quando possível, mutirões de doação em parceria com outras instituições.

A campanha começou agora, mas você pode doar durante todo o ano, e claro, conscientizar seus amigos e parentes da importância de se doar sangue. Desta maneira, formaremos uma corrente sempre ativa de doadores!

E você, vem com a gente nessa missão? Afinal de contas, a sua doação pode salvar até QUATRO vidas! Isso mesmo, você leu corretamente, até QUATRO vidas!

Doe Sangue, Doe Alegria! ;o)

Uma campanha que teve início, mas não um fim!

A brincadeira continua! Participe da Campanha Doe Sangue Doe Alegria, vá ao banco de sangue da sua cidade, doe sangue, e depois grave um vídeo ou tire uma foto, desafie um amigo e compartilhe ‪ #‎doesanguedoealegria

Como Doar em Limeira

Basta se dirigir de segunda a sexta, das 7h às 14h, e sábado, das 7h às 11h ao Banco de Sangue da Santa Casa de Limeira, que fica na Avenida Antônio Ometto 675, na Vila Cláudia. Para maiores esclarecimentos entre em contato pelo fone (19) 3446-6115.

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